Olá, acabei de criar este blog para contar um pouco da história da minha filha Júlia, que foi diagnosticada com displasia de quadril e terá que se submeter a uma cirurgia. Na internet, encontrei muitos artigos sobre a matéria, mas poucos relatos de pessoas que tenham passado por situação semelhante e que quisessem compartilhar a experiência, por isso, resolvi criar o blog para trocar idéias.
A displasia de quadril geralmente é detectada ao nascer, quando o pediatra realiza a manobra de Ortolani e percebe que há algo de errado com o quadril da criança. Nesses casos, o tratamento é realizado através do uso de um suspensório de Pavllik durante alguns meses, o que corrige o problema sem necessidade de cirurgia.
No caso da Júlia, apesar de terem sido feitos todos os testes e manobras ao nascer, a displasia não foi detectada naquela época. Somente quando ela começou a andar, por volta de um ano de idade, é que percebemos que ela estava mancando e um exame de raio X revelou a displasia no quadril direito. Na idade em que ela está, os médicos foram unânimes em afirmar que o tratamento é cirúrgico.
Assim, já está marcada para o dia 16 de setembro de 2011, a cirurgia de tenotomia dos adutores. Após a cirurgia, ela terá que ficar com um gesso por um período de 6 a 12 semanas. E é isto que mais me angustia, pois, além dos riscos de uma cirurgia, por mais simples que ela seja, ainda teremos que enfrentar um longo período de pós-operatório e eu não sei como uma criança, que já sabe andar e adora mexer em tudo, irá reagir a esta imobilização.
Mas tenho fé em Deus, que tudo dará certo. Enfrentaremos a cirurgia e o pós-operatório e logo ela estará curada, caminhando, correndo e pulando para a alegria de todos.